segunda-feira, 27 de julho de 2009

Inovação urgente no modelo de negócios dos Jornais Impressos

A crise está presente no mundo do jornalismo impresso, o seu modelo de negócios está em processo de esgotamento e é urgente repensá-lo.

Quando você olha para o mundo do jornalismo impresso, você deve perceber alguns fatores que afetam o seu modelo de negócios e essencialmente as mudanças impulcionadas de como a informação flui especialmente pela internet e os diversos mecanismos sendo criados neste meio. O Google pode ser considerado o grande provocador no destino do valor que sai da indústria dos jornais para o novo modelo de captura de valor. Como Slywotski esclarece, não é que se crie mais valor no mercado, em muitos casos é o fenômeno conhecido como migração de valor. Migração que ocorre no valor de um modelo de negócios obsoleto para outro modelo mais aderente ao contexto do mercado e prioridades dos clientes. No mundo em mutação este fenômeno acontece com bastante frequência. Como exemplo temos, o valor da IBM migrou para modelos de negócios como Microsoft, Intel e Dell.

É notório que o modelo de lucros está sendo afetado profundamente visto que se perdem ano a ano os anunciantes e que na realidade é o único fator no modelo de lucros do modelo. Por mais que tenha sua importância e relevância no sistemas livres o jornalismo em papel está em processo de mudança drástica. Novas e diferentes formas de anunciar pela internet surgem, até mesmo de forma gratuita, ruindo assim o fluxo de receitas dos jornais que dependem pesadamente de anunciantes. Alias que ficou fragilizado e por ser um mundo que migra para uma visão de informação gratuíta ou para um modelo conhecido por Freemium como Chris Anderson, criador do conceito Cauda Longa nos apresenta este novo pensamento, que prevê que tudo deverá ter a proposta gratuíta na internet. Veja o que homem nos diz do que nos espera o futuro (Estadão): "O preço padrão da internet é o grátis", disse Anderson...... "Às vezes, grátis significa realmente custo zero, às vezes, que o preço foi subsidiado com anúncios. Outras vezes ainda quer dizer freemium: uma combinação entre uma oferta gratuita e a versão lapidada ou exclusiva, oferecida mediante o pagamento de uma assinatura."

O jornal New York Times apontou quedas de 27% nas receitas e um cenário realmente decadente. Um gráfico publicado pelo mesmo mostra que a coisa realmente está feia para os jornais nos Estados Unidos.


Acredito que os jornais brasileiros devem estar olhando seus pares do primeiro mundo e vendo que as notícias correm mostrando que a coisas vai ficar mais feia com o tempo. A esta altura acredito que o muitos parâmetros de desempenho dos Jornais devem apresentar as cores vermelhas com mais frequência dos jornais locais, principalmente sabendo que o Brasil é o sétimo em usuários de Internet no mundo. É necessário e é hora de pensar em novos modelos de negócios para os jornais. Os gringos estão tentando encontrar saídas por meio de inovações disruptivas.

O projeto que os norte americanos onde estão tentando saídas disruptiva é conhecido como Newspaper Next:

Newspaper Next is an ambitious, year-long project undertaken by the American Press Institute toresearch and test viable new business models for the newspaper industry. Understanding that thebest answers will come from a broad spectrum of thinking, API has retained innovation consultingfirm Innosight LLC and has impaneled a task force of visionaries and thought leaders to collaborate on this important work.

Lembro a pouco tempo aqui na Grande Florianópolis um modelo de jornal popular foi lançado para as classes D e E. Acredito que pode funcionar para aliviar o declínio nas receitas, porém se este for lucrativo como espero que seja, mais nem tanto como são os anúncios volumosos de final de semana dos principais jornais da cidade. Por um lado vejo isto como uma saída paliativa e por outro vejo que no mínimo este pode ser o tipo de modelo negócio de jornal impresso que sobreviva nos próximos anos.

Jornalistas e homens de negócios de mídias é hora de colocar a cabeça para funcionar, não se deve esperar e apostar para ver o que os outros países farão, talvés não vai dar tempo suficiente para mudar e acredito que será tarde de mais, principalmente por que a compressão do tempo é uma qualidade deste século e pelo que vejo é um tremendo de um problema para resolver.