segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Inovação na Gillette e a Curva S

A Gillette precisa de uma inovação radical ou alguém vai criar uma nova Curva-S logo e colocar o símbolo dos aparelhos de barbear fora do jogo.

A curiosidade que escolhi para este post é especialmente pelo seu simbolismo que exemplifica o dilema de um inovador de primeira linha, é o case da líder Gillette, comprada pela Procter&Gamble em 2005. O dilema criado pela inovação não é disruptivo, porém ela é uma ameaça de um ponto de vista de limites de performance da inovação, seguindo a lógica da famosa Curva-S.
Na briga pelo market share o principal concorrente, a Schick, lançou um produto que causou uma reação da Gillette, lançando uma inovação, que podemos dizer bastante reativa. Em 2006 a Schick lançou a linha Quattro, com 4 laminas, em resposta a Gillete lançou a linha Fusion com 5 laminas.

Quando eles vão parar?

Normalmente os objetivos deste tipo de produto são orientados a realizar uma tarefa do cliente com determinados indicadores, que são eficácia em retirar os pelos da barba e o quão rápido isto é realizado. Outras tarefas são exigidas, porém estas são as prioritárias como usuário que sou. Não acredito que o Mach3 ou Mach3 Turbo não consigam realizar esta tarefa para o cliente de forma efetiva. Também, percebo que o jogo competitivo criou uma nova regra com uma orientação que é aumentar o número de laminas e outros atributos secundários para combater o concorrente e não ficar atrás. Por outro lado também percebo que estas estratégias não consideram que as principais camadas do mercado estejam sendo servidas em excesso (Overserved).

Uma janela para inovação radical e disruptiva foi aberta !






Por ordem de esquerda a direita: Gillette Fusion Power, Gillette m3power, Mach3Turbo, Schick Quattro Chrome, Schick Quattro Power, Gillette Mach3, Gillette Sensor, Schick Xtreme3 System, Schick Xtreme3 SubZero y recambios de Schick Xtreme3.