
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Inovações de produtos maduros ou mesmo em declínio

terça-feira, 15 de setembro de 2009
Inovação e Redes Sociais
A mais de 8 anos sou atraído por uma disciplina que tem muito a ver com os fenômenos que experimentamos no mundo conectado com o qual convivemos hoje com muita naturalidade, são as famosas redes sociais. Estas redes de relacionamento humano são muito presentes na www. Nos últimos 15 anos os mecanismos criados como e-mails, msn, facebook, orkut, youtube, etc. Estas tecnologias e novas mídias tem acentuado o tema e mostram a capacidade e a necessidade das pessoas de se conectar, capacidade de associação a distância e da criação de múltiplas segmentações, muito importante na era da cauda longa.
Se pudéssemos entender o comportamento das redes dentro das organizações ou mesmo entre membros de uma organização e redes do mundo externo, podendo observar o padrão de relacionamento criado pela interação entre pessoas, poderia ter grande valor no processo da inovação e estabelecimento de uma cultura ou mesmo criar formas de melhorar o desempenho.
Recomendo prestar uma atenção especial aos métodos do Social Network Analysis ou Análise de Redes Sociais (ARS). Os conceitos fundamentais da ARS são: atores, atributos, laço relacional e relação. As técnicas de redes sociais é potencializada pela matemática (teoria de grafos, teoria de grupos e álgebra matricial) e a estatística. O objetivo da análise é identificar quais são os atores, para cada um deles é assumido um conjunto de atributos configurando os abjetos de análise, ao mapear os atores definimos os tipos de laços e de relação.

Há muito tempo existe a disciplina redes sociais e as metodologias e ferramentas de análise de redes sociais se tornaram de grande utilidade em várias áreas e campos como sociologia, epidemiologia, antropologia, ecologia, lingüística, ciências políticas, segurança, criminologia, etc, e há não muito tempo está presente nas áreas da gestão e desenvolvimento organizacional.
A utilidade é particularmente de grande potencial no campo da gestão do conhecimento e da inovação. Com este instrumento é possível obter um melhor entendimento dos padrões de relacionamento, pontos de contato, níveis de influência, colaboração e outros tipos de relacionamentos que ajudam na modelagem, definição de estratégias, implementação de modelos de gestão da inovação, design organizacional e na melhoria dos processos de inovação dentro de uma organização. Mais também esta é de grande utilidade no mundo das redes externas, especialmente no novo mundo do Open Innovation. Podemos visualizar e analisar as redes sociais dentro de uma cadeia produtiva em formação ou com problemas de evolução. Dar uma olhada neste blog tem registro e textos relativos a este tema e abordagem. http://www.networkweaver.blogspot.com/
Links que podem interessar:
http://www.intranetportal.com.br/colab1/ARS1
http://www.intranetportal.com.br/colab1/analrsp2
http://www.orgnet.com/OrgNetMap.pdf
Existem muitos softwares de ARS. Um software de ARS é um Add-in do Excel que uso é o .NetMap é muito bom e é livre.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
As Correntes do Pensamento na Inovação do Modelo de Gestão
Inovação no modelo de gestão é um tema em alta nos últimos 2 anos. Gary Hamel e Julian Birkinshaw fundadores do Managment Innovation Lab (MIL), ambos professores da London Business School, desenvolvem um trabalho sobre o assunto. Porém, ainda não vejo metodologia nem métodos descritivos à vista, somente uma visão de inovação baseado em processos experimentais. Pelo que consegui perceber de ambos autores, apresentam a definição de alguns princípios orientadores e em outros aspectos conselhos para o designer. Também o MIL cria uma base de dados de cases de empresas que enfrentam a competição com novas formas de gestão, ou seja, empresas que desafiam o status quo do Management.
O desafio é grande pelos requisitos necessários e pelo que um modelo de gestão representa no mundo competitivo. Está cheio de questões ideológicas, multidisciplinar por natureza e principalmente um projeto que deverá evoluir dependendo do nosso modelo mental dentro da perspectiva de ver as organizações como modelos mecanicistas, biológicos ou sociais. Na minha visão a inovação nos modelos de gestão deve ser encarada como uma atividade de design, seguindo duas linhas do pensamento sendo conscientes da complexidade: system thinking e design thinking.
O pensamento sistêmico (system thinking) é um bom ponto de partida conceitual e de confronto paradigmático, ao encarar a inovação de um modelo de gestão. O pensamento sistêmico é antes de tudo o exercício de nossa capacidade de síntese e uma forma de pensar diferente de nossa forma básica de vermos o mundo pelo modelo e prática analítica. É muito comum lembrar Einstein, o grande físico que quebrou enormes paradigmas do pensamento teórico da física. Ele dizia que “Sem mudar nossos padrões de pensamento não seremos capazes de solucionar os problemas que criamos com nossos padrões normais.” Dr. Russell Ackoff, o lendário professor de pesquisa operacional e grande contribuídor do pensamento sistêmico na gestão, dizia que normalmente os gestores ou executivos de empresas concordam com Einstein, porém não conseguem entender as suas implicações ou real significado.
Do blog de Chander, extrai partes importantes para entendimentos do tema pensamento sistêmico. Primeiramente, temos sido influenciados desde a renascença na forma como vemos e procuramos entender as coisas ou solucionamos problemas, ou seja, seguimos o pensamento analítico, normalmente seguindo três etapas:
1. Dividir em partes
2. Entender (funções, papeis, comportamento) o que cada parte faz
3. Montar o entendimento das partes para o entendimento do todo
Nossas estruturas de aprendizado, a forma de estudar ou o modus operandi do processo científico tem grande influência do pensamento analítico. Exemplificando, esta é a forma como são estruturados a maioria dos cursos na escola ou universidades. Quando estudamos administração, o fazemos em partes (finanças, contabilidade, marketing, supply chain, etc). A falta de uma disciplina integradora (e visão sistêmica) tem conduzido a manter este pensamento na forma de trabalhar e ver as organizações e até mesmo na forma em que criamos nossos modelos de gestão atualmente.
O pensamento analítico nos ensina o “como”, este nunca nos ensina o “por que”. Este nos dá conhecimento mais não entendimento. O entendimento vem da Síntese que explica o “por que”.
Capra descreve o “Pensamento sistêmico como um framework que se baseia na crença que os elementos (partes e componentes) de um sistema podem ser mais bem entendidos no contexto do relacionamento entre eles e com outros sistemas, antes do que isolados. A única forma para entender completamente o porquê um problema ou elemento ocorre e persiste, é entender a relação entre as partes e o todo.” (Capra, 1997)
Design Thinking
Não se tem certeza quando surge o Design Thinking no mundo corporativo. Este evolui das abordagens do desenvolvimento de novos produtos de fora para dentro, contrário ao pensamento de dentro para fora que era a abordagem comum das engenharias. Depois surge o Innovation by Design, onde o processo do design se destaca no cenário competitivo.

Design and System Thinking
O falecido pensador e grande professor do Management, Sumantra Ghoshal ensinou que além do velho modelo dos 3Ss (Strategy, Structure e Systems) deve ser acrescentado os 3Ps (Propósitos, Processos e Pessoas) na busca da melhoria da gestão. A proposta de Goshal nos leva ao modelo estrela descrita abaixo. Uma organização não pode ser considerada a agregação de funções e tarefas. Esta deve ser um sistema integrado. Os gestores de uma organização recebem a responsabilidade de desenhar o futuro desejável para a organização, e orquestrar interações e alinhar o poder dos propósitos dos indivíduos para criar este futuro (Lee, Shiba e Wood, Integrated Managment System, 1999).


Por outro lado e não menos importante é o entendimento do que é um modelo no mundo da ciência da gestão. Esta compreensão ajuda também no trabalho do designer. Michael Pidd define que "um modelo é uma representação externa e explícita de parte da realidade vista pela pessoa que deseja usar aquele modelo para entender, mudar, gerenciar e controlar parte daquela realidade". O conceito descreve que um modelo é um instrumento utilizado pelo designer para representar a realidade, neste caso é um instrumento para projetar um sistema de gestão. O processo de modelagem tem muita utilidade na administração científica. Por isso vejo uma grande oportunidade de pesquisa e desenvolvimento na criação de instrumentos de modelagem.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Voice of the Customer vs. Jobs to be done / Outcome-driven
Uma briga desnecessária entre as abordagens de Ouvir a Voz do Cliente (Voice of the Customer) e Tarefas a serem feitas (Jobs to Be Done) e Abordagem de Inovação baseado em Resultados (Outcome-driven Approach). Formas complementares mais do que mutuamente exclusivas.
Ponderando e revisando os textos decidi mudar o como apresetar as minhas percepções sobre este tema.
Desculpem não ter feito isto pensando o cliente e com a qualidade necessária. Melhoria contínua!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Inovação urgente no modelo de negócios dos Jornais Impressos
Nintendo: os números mostram o poder de uma inovação
No início dos anos 2000 dava para sentir que Nintendo logo iria sucumbir no meio a uma guerra de jogo duro entre dois consoles de empresas peso pesado, Xbox (Microsoft) e PlayStation (Sony). Porém um gênio e salvador da pátria, Shigeru Miyamoto criou um console (Wii) com uma proposta de valor muito convincente, de um produto diferenciado em seus atributos, apoiado por uma estratégia e composto de marketing (produto, segmento e precificação) inovador, criando uma inovação de ordem superior em todos os sentidos.
O produto surpreendente Wii foi capaz de mudar as regras do jogo, desbravando o mercado de não consumidores e ganhando com isso um valor de mercado do tamanho de um dos grandes Keiretsus japoneses, a Marsushita dono da marca Panasonic. Estamos falando de valores de empresas entre as top 10 japonesas, junto com a Toyota, Canon e Honda e melhor ainda acima da própria Sony que foi o líder supremo do setor de vídeo games desde 1995. Hoje a Sony Corp. não para de apanhar, por um lado a Sansung, Sharp e Apple e por outro a Microsoft e algo da própria Nintendo, fora as perdas no mercado de entretenimento (cinema e TV).
Vejamos um pouco os números que retratam melhor este caso que já surpreende desde 2007. O valor da empresa no auge dos primeiros meses do Wii, sozinha transformou uma empresa em processo de extinção na número 5 entre as Top 10 japonesas, variando o seu valor de mercado entre $
(For accompanying story double-click on [ID:T66331]TOKYO, July 27 2009 (Reuters) - Japan's top electronics andvideo game makers kick off April-June results this week and thenext.
Following are the mean consensus forecasts for quarterlyoperating profit and for the whole business year as compiled byThomson Reuters, as well as the companies' own estimates forthe year.
Canon Inc reports on Tuesday, followed by Sony Corp, Sharp Corpand Nintendo Co Ltd on Thursday, and Panasonic Corp on Aug. 3.
The four companies' business year ends on March 31, whileCanon closes its books on Dec. 31.
All figures are in billions of yen. Numbers in parenthesesnext to the company name show the number of analyst forecastsused to calculate consensus figures for the quarter.
Numbers in parentheses next to figures are percentagechanges from a year earlier.
OPERATING PROFITS APRIL-JUNE 2009 2009(consensus, pct) (consensus, pct) (company, pct)CANON (4) 47.4 (-70) 174.0 (-65) 180.0 (-64)=============================================================
APRIL-JUNE 2009/10 2009/10(consensus, pct) (consensus, pct) (company, pct)SONY (3) -92.8 (--) -118.8 (--) -110.0 (--)SHARP (4) -30.1 (--) -3.9 (--) 50.0 (--)NINTENDO (3) 74.5 (-38) 510.5 (-8) 490.0 (-12)PANASONIC (4) -53.6 (--) 54.4 (-25) 75.0 (+3)(Reporting by Kiyoshi Takenaka; Editing by Anshuman Daga)
A minha percepção que dentro da Nintendo será necessário criar muito mais para manter esta posição e experimentar coisas nunca pensadas. Como é o caso agora Miyamoto anunciou que está propondo um artefato para medir os sinais vitais e assim criar uma nova experiência de interatividade. Pelo cenário de oceano azul criado pela Nintendo tem um espaço enorme de oportunidades para explorar. O gráfico abaixo mostra como ´os números da Nintendo são consistentes com uma inovação comparando Nasdaq, S&P e a própria Sony. Se pode ganhar muito dinheiro investindo em inovações disruptivas como Chistensen recomenda, é tiro e queda diz. O único é saber identificar onde estão estes negócios com proposta de valo disruptivas, ele afirma que ganhou normalmente em torno de 34 a 37%, investindo em disruptores.

Podemos concluir que este negócio não é brincadeira, é uma coisa muito séria!
O Valor da empresa teve seus altos e baixos, mais aida mostra força com toda essa crise.
Veja o que BusinessWeek diz sobre esta guerra do consoles de VG.
sábado, 18 de julho de 2009
Dois atores mostram como é importante um processo de inovação


Total box office revenue of his films: $2.52 billion
Total number of films*: 19
Average per film box office revenue: $132.7 million
Biggest box office smash: Independence Day- $306.2 million
Estes números mostram claramente que se Smith possui um sistema, este funciona.
O que interessa é que Smith criou um processo baseado em Inteligência Competitiva para acertar na sua carreira em Hollywood. O ator e seu gerente de negócios estudaram um lista das 10 maiores filmes em resultados de todos os tempos e descobriu padrões que utilizou muito bem na sua etratégia (dados tirados das revistas Times e BusinessWeek). O resultado do estudo mostrou:
- Dos 10 maiores 10 tinham efeitos especiais
- Nove dos 10 tinham efeitos especiais com criaturas
- Oito dos 10 tinham efeitos especiais, criaturas e uma história de amor.
Parece simples mais esta informação criaou um diferencial competitivo e uma posição que rendeu muito para o ator, sem querer desmerecer o seu talento. No filme que rendeu um Oscar interpretando Muhamad Ali, Smith foi realmente genial, alias não tinha criaturas e nenhuma historinha de amor.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Google inovando e buscando briga
Acabo de ver o vídeo de apresentação dos gestores do novo e poderoso produto da Google, o Google Wave. As funcionalidades do novo sistema devem ter deixado as turmas da poderosa Microsoft de perna bamba. Percebe-se uma estratégia como George Stalk da BCG a denomina de Hardball Strategy (HBR de Abril de 2004). A Google com este movimento, ao mesmo tempo que cria maior valor ao negócio, possibilita a eliminação do mundo WEB da grande e que alguns anos atrás eu acreditava seria inconcebível a sua derrota. Lembro de certa vez numa entrevista o CEO de uma empresa de antivírus, se mostrava muito satisfeito de estar em um negócio, onde Microsoft não tinha interesse. Na realidade a nova onda (Google Wave) é poderosa, capaz de mudar o mundo. A forma como usamos a web deverá continuar a mudar, é claro que a Google ditará as regras do jogo.

Podemos já pensar o que acontecerá com o MSN, presente em todo computador com o OS Windows. Posso prever sem bola de cristal que este tem os dias ou meses contados. Uma parte da estratégia está em atrair o pessoal que gosta de redes sociais, ou seja, por isso se espera uma migração em massa para o Orkut, é claro fora do Brasil. O pessoal que usa Smartphones também possivelmente migrem para o sistema pelas possibilidades de alternativas de comunicação e colaboração muito criativas. Junto com isto os endereços de e-mails poderão mudar em números surpreendentes para esta plataforma ou outras que aderirem, visto que o código é aberto. Os apps que serão criados por meio de uma abordagem aberta de inovação criam uma oportunidade realmente grandíssima para o mundo web e de quem vive dela.
O resto que ficará no meio do tiroteio pode pagar caro. Acredito que este conflito vai criar “balas perdidas” que podem acabar com muitos negócios em atual incubação ou também podem ser verdadeiras oportunidades para quem quizer ser um Google partner.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Inovação em Santa Catarina não é brincadeira
A pesquisa da FIESC mostra que entre 72 empresas pesquisadas, 81% pretendem aumentar os investimentos em inovação este ano frente ao ano passado.
Entre as empresas pesquisadas temos pequenas (13%), médias (45%) e grandes (42%) de 15 segmentos industriais. Estes apontam que a diferenciação e criar novos produtos é a forma encontrada para manter o crescimento e competitividade. Também os pesquisados mencionaram que a otimização e a inovação dos processos e novas estratégias de mercado e marketing seriam prioridade. O levantamento também mostra que para manter a competitividade, a posição de mercado e a lucratividade 87% das indústrias planejam investir em inovação no período de
Vejo que os empresários em Santa Catarina sabem muito bem o que deve ser feito. Quando se enfrenta uma crise não se pode ficar esperando que a coisa melhore e depois começar a pesquisar e desenvolver para aproveitar as oportunidades que os cenários mostram, não dá tempo mesmo. É a clássica abertura da janela de oportunidade que a NASA usa quando lança seus brinquedos para o espaço, se não aproveitar na hora ela se perde.

