quarta-feira, 10 de junho de 2009

Inovação disruptiva de primeira ordem: Automóvel movido a ar

Em 2003 foi a primeira vez que descobri a proposta de carros movidos a ar comprimido e achei fantástico. Naquela época a proposta viabilizada foi para pequenos carros de carga. O que me agrada da idéia dos veículos movidos a ar comprimido é a possibilidade de um combustível abundante e extremamente barato e que é claro com uma proposta de valor de sustentabilidade superior, como também a possibilidade de mudar o conceito da indústria de transporte. Quebrar com a indústria do petróleo e combustíveis baseados no que normalmente conhecemos como comida é uma agradável notícia. Sabemos que, se continuarmos com a idéia de considerar os bioconbustíveis como substitutos do petróleo, tem chances de dar muito errado, principalmente nas economias de livre mercado. Nossos filhos e netos irão pagar a conta disso. Entendo que o Brasil tem um futuro brilhante com a bioenergia, porém as inovações disruptivas têm comportamento de ondas destruidoras criativas. Também sejamos conscientes, a economia do transporte não poderá somente depender de automóveis movidos a biocombustíveis sem afetar o sistema global de produção de alimentos. Deu errado com coisas menos complexas como é o petróleo.

O modelo de negócio proposto pela MDI possibilita uma nova configuração na forma de produzir e distribuir os carros e que poderá melhorar com o tempo. Como sabemos a inovação disruptiva impacta o setor de forma implacável pela sua melhoria gradual, seja por inovações radical e incremental. A India está em pleno processo de difusão da inovação. O Brasil está na lista dos próximos a produzir este tipo de automóvel (veja).