quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"The Mine Kafon": A criatividade voltada para solucionar problemas criados por um bando de imbecis


O setor de armamento conhecido por alguns países como de "defesa" é um daqueles setores onde corre muito dinheiro, corrupção e quem trabalha nesta área precisa estar livre de emoções ou em alguns casos deve perder valores, com o engano de dizer que é uma questão patriótica, onde se você não fizer o inimigo o fará.
Uma arma que este setor de armamento criou são as minas antipessoais ou minas terrestres. Posso dizer que está entre as  armas mais cruéis já inventadas. Tenho o seguinte pensamento, o cara que teve esta ideia, se sabia bem o que estava fazendo merece pagar não somente com a vida. Em alguns casos estes caras podem ter se tornado milionários ao receber royalties por direitos de patente. Para um criacionista como eu, acredito que o inferno é um  lugar muito adequado para premiar um cara destes. Se não tinha ideia do que estava fazendo, o inferno também é um bom lugar para pensar o que fez para o resto da eternidade. Esta é uma das vantagens dos criacionistas em comparação dos evolucionistas.
Por outro lado e olhando melhor para o caso, seria mais justo usar os próprios colocadores de minas e seus respectivos superiores na hierarquia para limpar estes campos. com os pés e mãos. O único complicado desta ideia é que não limpariam muita coisa, não chegariam muito longe. Por isso acredito que o melhor é a ideia "Mine Kafon" de baixo custo.

Para inventar primeiro devemos ter um claro entendimento das necessidades, como também é importante ter um vinculo emocional com o problema, conhecimentos e habilidades específicas. Todos estes fatores moldam a nossa capacidade criativa para solucionar problemas complicados. Esta invenção é realmente concebido em base ao conceito Jobs to be done. Além disso, tem o potencial de ser disruptivo e voltado para solucionar o problema em função das circunstâncias no seu entorno. Resumindo a solução foi bem pensada, ficou como uma solução de baixo custo, fácil de usar e seguro para os usuários do sistema. Alguém poderá questionar, como saber se a área está realmente limpa depois de fazer rodar o sistema?
A minha resposta, se este sistema evitou que alguém tenha o corpo dilacerado, já valeu a pena!!.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

COMO INOVAR DE MODO SEGURO


Um dia desses, um empresário que está iniciando com investimentos em tecnologia na sua empresa me perguntou: COMO FAZER PRA INVESTIR EM INOVAÇÃO DE MANEIRA SEGURA E SEM DESPERDÍCIO.
 A resposta possui variantes, as quais vou comentar brevemente cada uma delas.

 Em primeiro lugar o sigilo, segredo industrial, é a alma de uma empresa. Não existe “parceria”, “amigo do peito” ou até mesmo parentesco que segure o sigilo uma boa invenção, quando a outra parte for mal intencionada. Imaginem se a fórmula da Coca-Cola fosse divulgada, quantas empresas não estariam fabricando e informando que estão fabricando o mesmo produto da Coca-Cola?

Contratos de Confidencialidade estão muito na moda, e devem ser bem redigidos para que não possibilite o tradicional “jeitinho” para burlar e copiar um grande invento.

Por outro lado, uma vez “criado o novo invento”, o detentor deverá se precaver da forma correta, ou seja, antes de depositar a patente de invenção, seria muito bom fazer uma boa busca na base de patentes, tanto nacional, quanto internacional. Com isso o inventor terá uma boa possibilidade de que seu produto contará com o maior de todos os requisitos a INOVAÇÃO DE SUA INVENÇÃO.

Quando for elaborar (redigir) sua patente, tenha a certeza que estará contratando um profissional de alto gabarito, uma péssima redação pode colocar por terra todo um investimento em cima da sua invenção. Bons desenhos e uma redação didática e técnica são a base de uma patente bem feita.

 Lembre-se muito bem, o prazo entre INVENTAR e registrar a sua patente não pode exceder 12 meses. Tenha muito cuidado ao divulgar sua invenção, pois caso não ocorra o registro no prazo, sua invenção cairá em Domínio Público e qualquer poderá explorar financeiramente seu invento.

Autor: Paulo Eduardo Almeida

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A BICICLETA DE U$ 9 DE CARTÃO: This $9 Cardboard Bike Can Support Riders Up To 485lbs


This $9 Cardboard Bike Can Support Riders Up To 485lbs | Co.Design: business + innovation + design:


Izhar cardboard bike project from Giora Kariv on Vimeo.

Uma visão radical do design de uma bicicleta de papelão corrugado como principal matéria prima e que levou 3 anos para chegar a um estágio funcional (ver foto abaixo). Esta é a obra prima do fanático por bicicletas Izhar Gafni. Será que estamos testemunhando a inovação de um inovador conhecido como lead user, nome carimbado pelo Professor Von Hippel (MIT) que o descobriu e estuda desde 1986?. Lead Users são criadores ou usuários que quando enfrentam uma necessidade, e especialmente a vivem primeiro que todos os mortais, fazem uso da criatividade para atender sua necessidade visto que naquele momento em particular o produto que precisam contratar para realizar uma determinada tarefa normalmente não existe. Ao perceber esta necessidade eles mesmos desenvolvem uma solução ou mesmo experimentam produtos em estágio embrionário que podem dar conta da tarefa. Os lead users são minoria na distribuição de usuário e são difíceis de identificar. As empresas hoje estão muito interessadas em identificar e trabalhar com estas pessoas com o perfil de lead users de forma a co-desenvolver inovações. Esta abordagem foi tratada desde sempre por Von Hippel e mesmo ultimamente pelo falecido K.C. Prahalad.

No caso da bicicleta de Gafni a inovação não está na criação de um novo conceito de bicicleta como a conhecemos, senão no processo construtivo e especialmente no uso de um novo material para construir bicicletas. Por muito tempo o paradigma no mundo das bicicletas tem sido o uso de material metálico como principal matéria prima. Sabemos a algum tempo de experiências com outros materiais como é o caso de bicicletas de madeira (ver imagem abaixo). Podemos entender como uma alternativa no conceitos de substituição do material construtivo e estruturalAlias as bicicletas de madeira é uma alternativa, porém o que Gafni traz como novidade é a uso criativo do cartão, curiosamente a substituição das rodas é o que mais me chama a atenção no design de Gafni e é claro o uso de um material reciclado. Bicicletas são equipamentos de transporte ecologicamente corretas visto que possuem grande influência no ecossistema como um todo, seja para o transporte das pessoas e sua saúde (criando oportunidade de exercício físico) e na diminuição de poluição do próprio sistema.

O seu custo ficaria muito menor quando produzido em escala e como projeto eco-social. A minha ideia de modelo de negócio para esta bicicleta não seria produção e vendas no varejo (web ou tradicional). Este poderia ser disponibilizado gratuitamente ou alugado para as pessoas usarem no centro das cidades ou bairros, de forma a promover um transporte público alternativo. Estariam incluídos dentro de um modelo de transporte público alternativo e gratuito ou de baixa tarifa. Infraestrutura viária seria necessário para atender o aumento de volume. Sabemos que seria necessário investimentos em ciclovias. Como toda cidade precisa ter um plano para melhorar o sistema viário. Seria simples investir em ciclovia, não posso considerar isto como um empecilho, especialmente pelo retorno e valor social do projeto. Considero isto somente uma questão do líder público acreditar que este projeto traz capital político consistente. Não estaríamos sozinhos nesta empreitada. A França e outros países europeus possuem esta alternativa em funcionamento com bicicletas disponibilizadas pelo governo. Até a cidade do México tem seu modelo, por isso não é novidade. Até São Paulo tem seu próprio projeto piloto. A questão é a escala disto e sua propagação. Uma bicicleta normal simples está acima de R$ 200 a 300, isto as torna um modelo de alto custo de investimento. Podemos dizer que os custos de material de uma bicicleta de cartão serão de 700 a 900 % menores. Mesmo o papelão poderia ser desenhado e produzido especialmente para fazer as bicicletas, isto diminuirá os custos e mesmo melhorar a qualidade do produto. As reduções das etapas e tempos de produção diminuem enormemente o custo unitário, que é o que importa no aumento da produtividade para viabilizar e criar uma real disrupção. 
Imaginemos um pouco um cenário alternativo de alguém precisar ir de um ponto a outro no centro da cidade. Estas bicicletas estariam disponíveis para as pessoas utilizarem de forma gratuita ou a preços que ajudem a cobrir os custos de manutenção e administração do sistema. Alternativamente o sistema pode ser promovido pelos ministérios do transporte, das cidades e da saúde. O foco seria melhorar a saúde das pessoas e diminuir a poluição com menos carros e ônibus na cidade. Especialmente, diminuir o número de carros no centro das cidades. Estes poderiam ser regionalizados e limitados por cores ou mesmo poderiam ser chipados (com GPS) para controle de localização e uso. Podemos considerar como uma potencial disrupção no sistema de transportes (público e privado (táxis)). Um tipo de bicicleta de tão baixo custo feita de material reciclado pode ser uma disrupção de produto e modelo de negócio orientado ao transporte público e ter um alto impacto social. O público pode ser conscientizado para cuidar deles e ser considerado como propriedade pública e responsabilidade da sociedade cuidar. Supervisão será sempre necessária, disk denúncia sempre será útil junto com um sistema de controle. As perdas de bicicletas são prováveis, mas seu baixo custo não comprometeriam o modelo de negócio. As associações ou ONG´s podem administrar o sistema. É somente uma ideia que precisaria de um melhor pensar sistêmico, mas estou dando meus palpites e contribuir dentro de mercado de ideias de melhorar a qualidade de vida nas cidades. 

Somente o tempo dirá, espero que esta passe pelo processo de difusão esperado e se propague e que Gafni encontre o modelo de negócio adequado. Também, pode ser somente mais um modelo curioso na lista da criatividade humana que vai ficar  no conceito que não colou como muitos outros. Este é o dilema de toda ideia radical.

Atualmente Gafni está indo atrás do capital para viabilizar o seu projeto. O importante neste case é a curiosidade do que se pode fazer com materiais alternativos, quebra de paradigmas e a importância da prototipagem como  fundamental no processos de desenvolvimento que leva a inovação. Um belo exemplo da criatividade e inventividade humana!.

A proposta é verdadeiramente radical, não acham?

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Será que ambientalistas linha dura a comprariam esta bicicleta hoje?




terça-feira, 2 de outubro de 2012

Marketing Is Dead - Bill Lee - Harvard Business Review


O Post de Bill Lee da HBR é esclarecedor e o recomendo:

Marketing Is Dead - Bill Lee - Harvard Business Review: "Marketing Is Dead"

A morte do Marketing como o conhecemos é um fato e precisamos ter a decência de confirmar e assinar  o óbito para de uma vez por todas enterrá-lo e assim reconstruir as bases do novo Marketing. A capacitação deverá vir pelas universidades, mas parece que também os livros e manuais de Marketing devem ser reescritos. Michael Porter desde o início da Internet e sua febre que gerou a bolha das ponto com no final dos anos 90, defende que a internet não pode ser encarada como a estratégia de uma empresa, senão é nada mais do que um novo canal de comunicação que deverá ser escolhido em função da estratégia da empresa. Muitos defensores da internet como estratégia não gostaram do questionamento de Porter. No final das contas ele tinha toda razão. Os negócios na internet e os empreendedores caíram na real após a queda das ponto-com.   Mas uma coisa é certo, do ponto de vista da estratégia de marketing a internet se tornou algo muito maior do que um simples canal, ele se tornou em algo superior a tudo que conhecemos como canal de comunicação. Especialmente o poder das redes e sua descentralização, conexões e a interatividade entre os indivíduos / clientes com todos os níveis e camadas no mercado. Este aumento na complexidade do contexto do marketing nos leva a lembrar as palavras do grande Albert  Einstein:

"Sem mudarmos nossos padrões de pensamento, não seremos capazes de solucionar problemas que criamos com nosso padrão de pensamento normal"

Estadão: Histórias inovadoras para você se inspirar e diferenciar de uma vez por todas o seu negócio

A FDC identificou que mais da 50% das médias empresas brasileiras investe 0% em inovação. Isto significa o que?,  ou não precisam de novidades ou são empresas que não irão alcançar a idade média esperada.
Não inovar na maioria dos casos pode ser fatal. Por outro lado existem negócios que fazem parte de uma cadeia muito bem montada e que a teoria do negócio está definida e protegida, não necessariamente eterna, mas com uma projeção fluída e sem possibilidade alguma de disrupção no curto ou médio prazo e até mesmo no longo prazo. Vejam o caso dos cartórios, quando foram implementados e incorporados na vida dos cidadãos e até estrangeiros e  turistas, fazem mais de um século. Até Collins & Porras dirias que estas foram feitas para durar. Até o momento os cartórios convivem com a incorporação de tecnologias adquiridas de terceiros, por isso são rapidamente implementadas pela maioria (informatização das operações) sem criar nenhuma diferenciação real. A burocracia é um baluarte que protege este modelo de negócio. Simplesmente,uma modernização com diferencial momentâneo. Outro caso são as farmácias, tenho percebido poucas mudanças do que era uma farmácia no início do século das farmácias atualmente. A inovação para este tipo de negócio não é trivial. Acredito que somente quando tivermos inovações sistêmicas na cadeia na saúde que as sustentam veremos mudanças no modelo. Provavelmente somente veremos mudanças no modelo de negócio das farmácias quando mudanças na cadeia forem realizadas. Não é o caso do varejo de massas de produtos de consumo como foram as inovações que afetaram as Adegas e Lojas de Secos e Molhados, o surgimento das Lojas de Departamento e depois as Lojas de Desconto, para depois surgir os Mercadinhos de Bairro seguido do conceito de Supermercados até chegar ao combinadão dos Hipermercados. Nas últimas duas décadas outros conceitos foram implementados como é o caso do Atacarejo (combinação dos hipermercado e atacadão) e o One Dollar (foco: alto consumo com produtos por um dollar) no Brasil são conhecidas como as lojas de 1,99. Todas estas inovações trouxeram mudanças profundas ao mercado varejista, comportamento de compra (ou febre de consumo) e principalmente maiores vendas e concentração na captura de valor, dando maior poder ao varejo, ou seja os fabricantes perderam muito do seu poder de barganha, margens e onde gastar seu dinheiro de promoção dos produtos. Somente para esclarecer estas inovações podem ser melhor entendidas pelas teorias da inovação disruptivas.

Dos outros 50% (as inovadoras) existem casos muito interessantes de empresas criadas em função de novos produtos / serviços ou novos modelos de negócios. O Estadão publicou alguns cases que podem inspirar. Estes exemplos são alguns entre muito que podemos descobrir todos os dias na web ou nas ruas, onde um empreendedor lança algo que se tornará uma inovação de alto nível ou somente um exemplo a evitar.

Alguns cases da reportagem no Estadão PME:


Malhação diária
Ir à academia diariamente parece uma missão difícil para algumas pessoas, especialmente quando falta vontade mesmo com a mensalidade paga. Pois agora os paulistanos contam com uma nova opção, que é mais flexível. O site GymPass, criado há menos de um mês, vende tíquetes a partir de R$ 14,90 que dão direito a frequentar por um só dia uma das 102 academias cadastradas na página da internet. Os preços variam de acordo com a academia e com o pacote de exercícios contratado, além do auxílio de professores.
Medicina
Ao perceberem a dificuldade que a indústria farmacêutica enfrentava para esclarecer médicos e pacientes sobre o tratamento de doenças crônicas, as empresárias Luciana Guimarães e Vanessa Vasquez encontraram uma boa oportunidade de negócio: investir em comunicação e criar uma ponte entre fabricante e usuário de medicamentos.
Antes de se tornarem sócias, as amigas trabalhavam em uma distribuidora de medicamentos e foi nesse período que notaram a carência por um serviço desse tipo no mercado. Assim nasceu a Íntegra Medical, que começou com capital próprio de R$ 120 mil em 2005 e faturou R$ 12 milhões no ano passado – a expectativa das empreendedoras é chegar a R$ 20 milhões em 2012.
Comida congelada e gourmet 
Risoto vegetariano, franguinho da fazenda, cordeiro com grão de bico e caçarola de carne e grãos. Para quem pensou nos pratos para comer na hora do almoço pode esquecer. As opções congeladas foram criadas para cães pelas irmãs, a veterinária Juliana Bechara Belo e a chef de cozinha Veri Noda. Juntas, elas inauguraram a La Pet Cuisine, uma empresa de comida gourmet natural e balanceada para os bichinhos de estimação.
Bombeiros
Dois bombeiros aposentados tornaram-se empresários milionários nos Estados Unidos ao investirem em uma ideia original: uma rede de fast food que reproduz o interior do quartel em que passaram boa parte de suas vidas. Chamado de Firehouse Sub, o negócio atualmente rivaliza com as principais redes de lanchonete do País.
A vida dos irmãos Chris e Robin Sorensen começou a se transformar após um passeio por Jacksonville, no estado norte-americano da Flórida, 20 anos atrás. Eles estavam cabisbaixos após uma série de aventuras empreendedoras mal sucedidas acumuladas desde a aposentadoria – incluindo uma fazenda de cultivo de árvores de natal, que faliu após a marca de uma única venda registrada.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Coca Cola inova novamente

Quase todos devem ter ouvido falar em Fatores Chave de Sucesso ou em Fatores Críticos de Sucesso. Para uma empresas de bebidas (alcoólicas ou não alcoólicas) , BRANDING E CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO são alguns desses fatores.
Nestes meses novamente a Coca Cola mostra porque é líder global com uma penetração de mercado implacável, sem falar na tremenda força do branding, criando uma vantagem competitiva superior, por isso que se paga mais por uma Coca Cola. Ela atua em todas as camadas sociais e ao mesmo tempo fica atenta a tudo que elas podem oferecer na forma de oportunidades para inovar. O vídeo abaixo mostra que ideias criativas surgem de todas as formas e fontes, por isso uma inovação pelo design de primeira ordem de grande potencial surgiu. Uma inovação orientada seguindo os conceitos do jobs to be done. 

The Coca Cola Bag é uma ideia que pode pegar, mas o importante aqui é que a Coca Cola está acordada, mantendo uma curva de ciclo de vida em permanente evolução, um fenômeno de marketing inigualável. Com relação à nova embalagem ver com maiores detalhes aqui. Um ex executivo da Coca Cola certa vez me disse que o segredo está na marca e não na bebida. Este comentário tiinha sentido, visto que a Coca Cola não é uma maravilha em bebida, talvez quando ela surgiu sim, hoje tem bebidas e muitos sabores para todos os gostos e poderia ser facilmente substituível, mas tem vários aspectos de marketing que marcam uma força de penetração consistente, por outro lado as vezes somos forçados a comprar em função das fraqueza dos concorrentes. Fiquei intrigado, mas no tempo conclui que o segredo não é somente Branding. Distribuição que possibilita disponibilidade do produto e estar presente na mente das pessoas são a chave. Não adianta de nada saber que existe a bebida Coca Cola e não achar nas prateleiras quando quiser a bebida de forma a cumprir com a tarefa.




A grandeza do sistema de distribuição da Coca Cola que até mesmo virou benchmariking para organizações sem fins lucrativos. Melinda Gates (esposa de Bill Gates) promove a grande força da cadeia de distribuição da Coca Cola e mostra o que as ONG´s podem  aprender com sua capacidade de chegar onde poucas organizações podem, especialmente ONG´s focadas na base da pirâmide.


Durante e após a Segunda Guerra foram duas etapas fundamentais para empresa e é quando a Coca Cola inicia seu processo de globalização. A internacionalização e obter o melhor share em todas os mercados, mesmo comprando os concorrentes esta foi a estratégia de conquistar o mundo. Antes de 1996 o único mercado no mundo onde a Coca Cola não era líder era o Peru. Na época a Inka Cola era líder e foi comprada por US$ 300 milhões. Essa foi a maneira como a Coca Cola adquiriu a liderança e não pelo gosto / escolha das pessoas ou pela competente cadeia de distribuição. 
Eu gosto de Pepsi Twist Zero, mas hoje tomo Coca Cola Zero ou outras bebidas, por què? Coca Cola Zero sempre está disponível, por isso penso que a culpa é minha também e a péssima sorte de gostar de produtos da incompetente Pepsi. Desde que a Pepsico ficou diversificando e tenta fazer de tudo, mostrou com isso que capitulou e assinou rendição na guerra das colas - perdeu!!, e ficar com perdedor dá nisso. 



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Inovação na 3M em português

Mais uma entrevista que sinaliza questões básicas e deixa claro que inovar precisa de cultura, ecossistema de inovação e tecnologia (conhecimeno/habilidades/artefato). A entrevista aconteceu no Conta Corrente com Luiz E. Serafim, Diretor de Marketing da 3M. Muito esclarecedor e relata em detalhes a clássica história do Post-it que todos adoram contar como exemplo de inovação de alto nível.

O site http://www.3minovacao.com.br/ também é uma fonte boa de como a 3M leva a sério a inovação e sua gestão. 





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Inovação na Natura


Uma conversa com Luciana Hassiba - Diretora de Gestão e Redes de Inovação na Natura pelo professor Fabian Salum, da FDC.

O que deve ser feito quando a questão é gestão da inovação?  Existem várias maneiras de descrever o que isto significa, mas Luciana Hassiba colocou muito bem, numa síntese de atividades práticas, comportamento organizacional, de sistema e sistemática.

 Somente temos o link para assistir a entrevista.

PARA VER CLICKAR AQUI


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Innovation Excellence | Top 20 Innovation Articles – June 2012

Innovation Excellence | Top 20 Innovation Articles – June 2012

Para leitores fanáticos sobre o tema inovação  Tem mais estes 20 artigos. Eu achei alguns muito bons. Deixo para vocês o julgamento.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eventos sobre Inovação

A Inventta e seus parceiros (Simefre, C2i e BGI) estão organizando uma série de eventos sobre inovação em várias regiões do Brasil, confira a programação:



[SP] Recursos Financeiros para alavancar a Inovação
Evento realizado em parceria com o Simefre (Sindicato da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários, Rodoviários e Duas Rodas) com foco em empresas do setor rodoviário e ferroviário para esclarecer sobre as oportunidades disponíveis, como a empresa deve se estruturar para captar recursos de forma eficiente e como obter domínio das especificidades da Lei do Bem, assim como das regras do novo regime automotivo.
[CWB] Inovar-auto: os impactos do novo regime automotivo para os investimentos em inovação
Evento organizado em parceira com o Centro Internacional de Inovação do Senai para discutir  com montadoras e empresas de autopeças sobre os impactos do novo Regime Automotivo para os investimentos em inovação para a cadeia. No encontro, os especialistas da Inventta, apresentarão o contexto da inovação no setor automotivo, os incentivos fiscais do novo regime, os requisitos para utilização deste mecanismo, e os principais pontos controversos da legislação.
[RJ] Óleo & gás: Conecte Gestão de P&D e Recursos Financeiros
Evento organizado em parceira com o BGI para discutir estratégias e práticas para promover a competitividade e a inovação, com foco no setor de óleo e gás. O evento contará com a presença dos diretores da Inventta e especialistas para explorar Gestão de P,D&I em indústrias intensivas em tecnologia, formação de parcerias, uso dos incentivos fiscais à inovação tecnológica, discussão dos pontos controversos do marco regulatório e destaque para os desafios e as oportunidades de captação de recursos para P&D.
  • Dia: 04 de setembro
  • Horário: 9 as 16h
  • Local: EDICIN Edifício Cidade Nova – Anfiteatro A13
  • Rua Ulysses Guimarães, 565 – Cidade Nova – Rio de Janeiro – RJ
  • Inscrições pelo site Sympla: http://abre.ai/fSG
  • Informações: Bárbara Xavier (31) 3337-7418 ou contato@inventta.net

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terça-feira, 31 de julho de 2012

Aprender a fazer Fluxogramas com os Beatles (Paul)

Para quem estiver com problemas em desenhar fluxogramas. Este vídeo talvez ajude a ganhar melhor gosto pelo tema com este novo método de aprendizado que estou chamando de Desenhar Fluxogramas & Karaoke. Muito criativo!

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

FINEP anuncia pacote de R$ 1,2 bi com recursos da Subvenção Econômica

FINEP anuncia pacote de R$ 1,2 bi com recursos da Subvenção Econômica:

A FINEP vai lançar um pacote de editais com recursos da Subvenção Econômica, que serão aplicados nos próximos três anos, no valor de R$ 1,2 bilhão. A iniciativa, adiantada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, durante a abertura da 64ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), apresenta três eixos: chamadas centralizadas pela Financiadora, editais em parceria com outras instituições e também chamadas contemplando a integração de instrumentos financeiros, como a própria Subvenção, o crédito e apoio a instituições científicas e tecnológicas (ICTs). Em breve, será divulgado o cronograma para seleção de projetos.
No caso dos editais descentralizados, a FINEP irá repassar verbas para que parceiros se responsabilizem pela organização e seleção dos projetos de acordo com as demandas regionais, totalizando cerca de R$ 200 milhões.
Já entre os editais centralizados (em torno de 700 milhões), serão contempladas áreas como Defesa, Nanotecnologia e Materiais, Biotecnologia, TICs e Tecnologia Assistiva, esta última também meta do Programa Viver Sem Limite, do Governo Federal.
Lançado durante a Rio+20, o Brasil Sustentável – conjunto de iniciativas voltado à aplicação de R$ 2 bilhões (recursos reembolsáveis e não reembolsáveis) em projetos “verdes” –, também terá chamadas organizadas pela FINEP com recursos provenientes da Subvenção Econômica.
Além dos novos editais, a Financiadora irá disponibilizar recursos da Subvenção para o PAISS (Plano de Apoio à Inovação dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico). Criado no ano passado por intermédio de uma parceria com o BNDES, seu objetivo é fomentar projetos que visem ao desenvolvimento, à produção e à comercialização de novas tecnologias industriais destinadas ao processamento da biomassa  a partir da cana-de-açúcar.
A expectativa em relação ao PAISS é combinar os recursos da Subvenção com as linhas de crédito da Financiadora. Está na pauta, ainda, um novo programa na área de Petróleo e Gás, que também promoverá a combinação de diferentes instrumentos da FINEP. Os dois programas movimentarão cerca de R$ 300 milhões em três anos.

(26/7/2012)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Bill Gates calls for massive increase in energy research | Green Tech - CNET News

Bill Gates calls for massive increase in energy research | Green Tech - CNET News:

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Os Gates (Melinda e Bill) administram mais de U$ 60 bilhões em filantropia, alguns destes bilhões vieram de um amigo de Bill, Warren Buffett. Este é o novo perfil da filantropia, o interessante é que ambos não acreditam em deixar fortunas obscenas a seus descendentes. Bill Gates na sua cruzada por um mundo melhor tem-se dedicado a alguns temas cruciais para os Estados Unidos e para o mundo, Educação, Saúde e agora Energia. 

Bill Gates em voz de advertência no seu artigo na revista science, reclama que os investimentos em P&D em fontes de energia limpa deveriam aumentar de 5 bilhões (hoje) para 16 bilhões para manter a liderança americana.

O modelo de destruição criativa de Schumpeter prevê que a inovação é sem dúvida catastrófica para setores inteiros. O petróleo é o alvo atual. Devemos ter uma mente aberta e estar preparados para mudanças de paradigmas. O professor Prahalad disse em certa oportunidade, não foi necessário acabar com as pedras para sairmos da idade da pedra. Susan Hockfield quando assumiu a presidência do MIT encomendou uma pesquisa de opinião interna entre professores e pesquisadores sobre os temas de pesquisa para o futuro, o resultado foi obvio, energia é o tema que encabeçou os resultados. Atualmente existem homens de visão e competência que podem transformar o cenário global através de inovações realmente radicais no campo da energia. Inovações surgem em quantidades maiores e cada vez mais rápidas em chegar ao mercado. Os carros elétricos e suas poderosas baterias se tornaram a nova obsessão de alguns países, especialmente hoje são a China, E.U. e Japão, que estão atras das novas tecnologias de armazenamento de energia, e quem sair na frente poderá criar um valor considerável para seus países. O mundo árabe e chaviano financiado pelo petróleo e todo o contexto geopolítico como o conhecemos deverá mudar drasticamente com estas novas tecnologias.

Um fato é que o petróleo mesmo com o pré-sal tem seus anos contados, mesmo com todas as reservas americanas e as que tomaram á força no oriente médio. Sabemos que o mundo não aprende por meios de conscientização, o mercado usa outros meios pedagógicos mais eficazes para mudar os paradigmas. Consumimos cada vez mais petróleo, somente as ondas Schumpeterianas serão as geradoras de mudança do paradigma energia e sustentabilidade. Neste caso a coisa é muito mais séria do que outras ondas que conhecemos. Como se diz o homem foi contagiado pelo american way e ficamos viciados em petróleo e isto vai sair caro para desintoxicar o planeta ou a maioria.

Menos para os tibetanos é claro!.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Como medir sua vida: As claras teorias de Clayton Christensen

Clayton Christensen no TED - Boston.

"Como medir sua vida"

Vale a pena!



Para ver legendado escolher a opção CC e configurar no idioma desejado. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Finep vai liberar R$ 2 bilhões para inovação - Tecnologia - COMPUTERWORLD

Finep vai liberar R$ 2 bilhões para inovação - Tecnologia - COMPUTERWORLD:

Parte desses recursos será para apoiar projetos voltados para tecnologias de smart grid, ou para redes inteligentes de energia elétrica e outros serviços públicos.


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sábado, 9 de junho de 2012

EdX uma Inovação Disruptica de alcance planetário


Ao analisar os cenários  no setor da educação superior notei vários sinais de inovações surgindo no horizonte. Porém entre os cenários percebi algo que chamou a minha atenção, são as iniciativas e propostas revolucionárias feitas por algumas universidades dos Estados Unidos e entre as mais prestigiadas do mundo. Entre estas temos e que se destacam Stanford, MIT e Harvard. Estas universidades pretendem liderar a disrupção do sistema de educação como o conhecemos por meio de novos modelos. O interessante é que estas estão criando um futuro de certa forma inesperado, tornando-se disruptores de seus próprios modelos de negócio seguindo o postulado, inove ou morra.
Não sou o único a ver estes sinais, ficou obvio quando li o post de Augusto Franco sobre MULTIVERSIDADE, percebi que a coisa estava crescendo em evidência quando escreveu o seguinte: "Pierre Levy (2010) tuitou recentemente que as universidades não têm mais o monopólio do conhecimento, apenas do diploma. É difícil discordar da sentença. Cabe agora ver por quê. E o quê surgirá no lugar dessas instituições medievais que remanescem na contemporaneidade"
Analisando a afirmativa de Levy e respondendo ao questionamento de Augusto Franco, dois casos se tornam símbolos e despertam um insight e ao mesmo tempo é parte da resposta.
Primeiro, a Universidade de Stanford deu o ponta pé na disputa colocando cursos online através da stanfordengineering everywhere. O programa inicia com o curso pioneiro “Introdução à Inteligência Artificial” ofertado entre Outubro a Dezembro de 2010, Sebastian Thrun foi.  o professor. O curso atraiu mais de 160.000 pessoas de mais de 190 países. Os cursos são oferecidos online e free com certificado na conclusão do curso e semelhante ao dado na própria Stanford no presencial. Somente para fazer uma pequena comparação, usando dados Wikipedia, Stanford tem um pouco mais de 15.000 alunos matriculados e a USP tem aproximadamente 73.000 alunos, se alguém tem dúvidas com a escalabilidade das iniciativas. Thrun depois fundou com outros super Stanford nerds a AUDICITY, que oferece cursos online também  no mesmo formato.
Um segundo caso surge no leste dos Estados Unidos. Há algum tempo venho acompanhando as propostas e contribuição do MIT no movimento de democratizar o que acumulou de conhecimento. Um exemplo de sua contribuição do MIT é a disponibilização dos seus materiais didáticos (mitopencourceware) mesmo em diferentes idiomas (entre estes tem vários em versão em português).
Mas o MIT foi mais fundo neste processo, ultimamente um projeto audacioso afetará ainda mais as regras do jogo, e é realmente uma dessas inovações disruptivas "super killers" e radicalmente provocantes para os defensores da manutenção do status quo das universidades. Nos últimos meses aconteceu a criação da not-for-profit Joint Venture entre MIT e Harvard, com a marca EdX. O programa se baseia na iniciativa de educação online do MIT lançado em 2010 com provas e direito a um certificado. São U$ 30 milhões de cada lado para começar.

 

O projeto EdX traz como ideia principal disponibilizar estruturas de conhecimento na nuvem, na forma de  objetos digitais com conteúdo multimídia do seu portfólio de disciplinas presenciais. O portal EdX oferecerá cursos online tal qual são oferecidos no formato presencial pelas duas instituições, porém online. Seu conteúdo será disponibilizado em várias mídias, como gravações em vídeos das aulas presenciais, aulas virtuais como as que Sal Khan popularizou na web, material didático – (material pedagógico, mesmo o livro texto da disciplina, etc), e o principal de tudo será free.
O terceiro ato é o COURSERA, resultado da união entre as famosas Princeton, Michigan, Pennsylvania e Stanford que seguem o mesmo caminho na oferta on line de cursos de alto nível. Parece que a coisa está ficando cada dia que passa cria forma. 
O modelo das universidades com origem dos anos de 1.088 A.D. e aquilo que entendemos o que é uma universidade hoje, deverá sofrer mudanças profundas nos próximos 10 a 15 anos. Estas joint ventures efetivadas pelas mais prestigiadas universidade do mundo pode gerar grandes efeitos no sistema educacional mundial. Não é pouca coisa, somente a meta da EdX tem enfoque global e meta para atingir uma população de 1 bilhão de pessoas, pensemos  um pouco, são somente duas universidades servindo 1/7 da população mundial. Não é somente mais um projeto é uma inovação de alto impacto e um insight de algo que poderá mudar todos os conceitos de educação superior como a conhecemos.
Temos ouvido falar muito de ensino a distância (EAD) e seus benefícios, mas esta proposta de valor e modelo de negócio, especialmente, traz componentes de diferenciação nunca vistos antes. Especialmente pela contínua melhoria das tecnologias de ensino a distância, os seus custos de distribuição e mesmo o alargamento da banda. Um exemplo simples é uma tecnologia em embrião, onde vídeos no Youtube podem ser legendados em função da voz e assim traduz do inglês para outras línguas como desejado pelo expectador. Testem o vídeo acima, apertando o batão "CC" na base de controles do vídeo. Esta é uma das típicas inovações disruptivas, que quando inicia é de baixo desempenho, mas evolui progressivamente melhorando e supera as tecnologias dos titulares, ou mesmo a tarefa de tradutor como o conhecemos poderá ser substituída. Os fãs de ficção científica devem lembrar dos sistemas de tradução simultânea nos filmes Jornada em Estrelas ou Guerra nas Estrelas. Em 1997 comprei um sistema da IBM de comando e reconhecimento de voz, o ViaVoice. O sistema falhava muito e tinha um dicionário limitado. Atualmente celulares possuem sistemas cemelhantes e funcionam muito bem. Acredito que mais 10 anos teremos os sistemas de tradução muito eficientes e eficazes, como também mecanismos de inteligência artificial que aprenderão rapidamente as nuances, subjetividade, gírias e outras características idiomáticas, vencendo as barreiras atuais da tradução por instrumentos digitais, assim teremos opções muito interessantes de comunicação global viabilizando cada vez mais a educação em massa e global online.  
Hoje qualquer pessoa poderis se matricular no curso online oferecido pelo MIT, "Circuits and Electronics"  6.002x (é um projeto piloto do EdX). O curso é dado pelo Professores Anant Agarwal, com Gerald Sussman e Piotr Mitros, nos moldes semelhantes aos dados no próprio MIT. O curso atraiu mais de 120.000 alunos, embora apenas cerca de 10.000 ficaram no curso até o exame de metade do período.
O difícil de prever são as consequências do projeto, mas que dá o que pensar e uma dor de cabeça para outros, vai.

Clayton Christensen e colaboradores em suas duas últimas obras orientadas à educação, “Disrupting Class” e “Disrupting  College”, descrevem melhor o fenômeno e apontam este tipo de mudanças que deverá acontecer com maior frequência no futuro. Resumindo o fenômeno é analisado com as lentes da teoria da inovação disruptiva ou de ruptura para outros. Este tipo de inovação quando surge são aqueles produtos ou serviços de baixo desempenho, porém com os anos ou mesmo meses avança em desempenho e rompe com os modelos estabelecidos pelas empresas titulares, que naquele momento os seus lideres  acreditam que amanhã será um dia como ontem. Para enfrentar a inovação disruptiva existem vários pontos onde se precisa ter cuidado. Existe a necessidade de atender com novas proposta de valor as necessidades dos que pertencem aos segmentos de não consumo ou aqueles menos exigentes.
Nos últimos 10 anos testemunhamos o crescimento dos cursos de graduação, pós-graduação 100% Educação a Distância (EAD) ou híbridos (EAD + Presencial). Pelos índices de satisfação de alunos o modelo melhorou muito nos últimos anos do que era no final dos anos de 1990. Mudanças de canal de distribuição (de satélite para web) que a tornou cada vez mais capaz, simples, conveniente e estruturas de custos mais competitivas. A evolução das tecnologias de suporte para esta forma de serviço de educação tem melhorado sua acessibilidade. A teoria da inovação disruptiva foi uma voz de advertência para os titulares. Muitas universidades têm investido em EAD e se percebe algumas delas fracassando em seus empreendimentos, especialmente pelas falhas no modelo de negócio. A simples adição de cursos EAD em modelos de negócio tipicamente orientados para o formato presencial mostram os especialistas que foi a principal falha estratégica e que afeta o desempenho operacional é claro como um todo. Desconsiderando a necessidade de ter um modelo de negócio e estratégia formatada pelas competências, segmentos de clientes prioritários, necessidades e prioridades identificadas, capacidades, e outros atributos.
Uma tendência será termos universidades que somente concentrarão seu modelo de negócio nos direitos de avaliar a qualificação e certificar estudantes indivídais. Em outras palavras o modelo de negócio essencialmente será de vender diplomas, prestígio e conhecimento específico, escasso e de alto valor. Não mais terão o monopólio do ensino aprendizado como o conhecemos. Um dos  objetivos dos projetos que irão acontecer com maior frequência é criar, organizar e armazenar conhecimento explícito (por enquanto) será disponibilizado na Cloud e a maioria deste conteúdo será livre e em vários idiomas. Acredito que a nova filantropia poderá contribuir neste sentido de acelerar o processo de disrupção. São bilhões de dólares nas mãos de profissionais e gente com visão que poderá financiar estas disrupções como acontece atualmente nos projetos para criar a escola do século 21. Projeto orientado para escolas públicas, gerando uma educação altamente diferenciada e de qualidade formando o estudante para a realidade do século 21. Entre os novos filantropos temos o casal Gates que também administra não somente a própria fortuna orientada, mas também os bilhões filantrópicos de W. Buffet. Outros bilionários estão sendo convencido a fazer o mesmo movimento de mudar coisas que o setor público fracassou e com objetivos de criar verdadeiras mudanças na qualidade da educação para todos.  

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Gui Bonsiepe : "A crise, a partir da periferia e do projeto"

Gui Bonsiepe : "A crise, a partir da periferia e do projeto":

Nos meus tempos de universidade assisti várias conferencias e aulas de Bonsiepe, estudei seus livros do grande pensador nos tempos da febre da qualidade total. Nestes tempos minha pesquisa girava na qualidade começa na fase conceitual ou no design. A minha análise da obra de Bonsiepe naquela época girava pelo pensamento socialista do design. A responsabilidade do design e a realidade sócio política de América latina faziam sentido naquele tempo. A questão era alienar-se ou não às influencias do design , ou seja criar seus próprios caminhos.
A contribuição de Gui Bonsiepe especialmente na America latina é profunda, especialmente para o pensamento holístico do papel do design no dia a dia das pessoas e isto de forma concreta e não somente do ponto de vista do discurso.

TECNOLOGIA - Com equipamento de US$2,00 brasileiros inovam na espectrometria de massas

Enviado por Alfeu - de Inovação Tecnológica
Invento com jeitinho brasileiro vira capa de revista científicaInvento com jeitinho brasileiro vira capa de revista científica


Com US$2,00 os brasileiros substituíram um equipamento de US$25.000,00, abrindo caminho para a popularização da espectrometria de massas. [Imagem: Schwab et al./Analyst]
Jeitinho inovador
Parece que o jeitinho brasileiro funciona também na ciência.
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um equipamento de alta tecnologia usando recursos inacreditavelmente simples.
Jesuí Vergilio Visentainer, da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná, liderou o desenvolvimento de uma fonte de ionização e dessorção de amostras para análise por espectrometria de massas.
Trocando em miúdos, é um dispositivo inédito, sensível e portátil, que promete simplificar a análise dos componentes químicos presentes em uma amostra de material.
Um equipamento desse tipo custa hoje cerca de US$25.000,00.
Jesuí resolveu o problema com US$2,00.
O aparelho foi construído com uma lata de ar comprimido, uma mangueirinha de soro, uma agulha de injeção e um capilar de sílica.
A inovação brasileira foi considerada tão marcante e criativa que mereceu a capa da revista científica Analyst, da Royal Chemical Society.
Invento com jeitinho brasileiro vira capa de revista científica
O invento brasileiro será capa da edição de Junho da revista Analyst. [Imagem: RSC/Analyst]
Espectrometria das massas
espectrometria de massa, até poucos anos atrás, era considerada uma técnica de elite, cara e complicada.
Aos poucos, graças a avanços em instrumentação e ao desenvolvimento de técnicas revolucionárias de ionização, a técnica já está disponível em laboratórios de quase todo o mundo.
Com a inovação brasileira, a espectrometria de massa poderá se transformar em "espectrometria das massas", popularizando-se de vez.
"A ideia é ver o dispositivo disseminado, e não apenas em laboratórios de análises. Uma dona de casa poderia verificar se o tomate está contaminado, e o marido, se o vinho e a cerveja são de qualidade. Costumo brincar que a espectrometria de massas é um canivete suíço," diz o professor Marcos Eberlin, da Unicamp, que coordenou o estudo.
Patente e mercado
Jesuí cita ainda o exemplo das competições esportivas, onde o aparelho poderá ser usado para a realização de exame antidoping.
O material a ser analisado é recolhido através do equipamento e pulverizado em um espectrômetro portátil - o exame ficaria pronto em cerca de 30 minutos.
Um pedido de patente do equipamento foi feito conjuntamente pelas universidades de Maringá e Campinas, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Segundo o professor Jesuí, já há empresas interessadas em produzi-lo.
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Dispositivo desenvolvido no IQ é destaque de capa
da Analyst

24/05/2012 - 16:30

  • Dispositivo inédito criado por Jesuí Visentainer: simples, sensível e portátil
  • Marcos Eberlin, orientador: pela popularização da espectrometria de massas
Dispositivo inédito criado por Jesuí Visentainer: simples, sensível e portátil
Dispositivo inédito criado por Jesuí Visentainer: simples, sensível e portátil
Marcos Eberlin, orientador: pela popularização da espectrometria de massas
Marcos Eberlin, orientador: pela popularização da espectrometria de massas
É um trabalho que mereceu capa da revista Analyst, importante publicação da área de química: com uma lata de ar comprimido, um cateter cirúrgico, uma agulha de injeção e um capilar de sílica, o professor Jesuí Vergilio Visentainer, da Universidade Estadual de Maringá, desenvolveu um dispositivo inédito, sensível e portátil que promete simplificar a análise de variados componentes químicos. Trata-se de uma fonte de ionização e dessorção de amostras para análise por espectrometria de massas (entre outros métodos), fruto do estudo de pós-doutorado que o pesquisador realizou no Instituto de Química (IQ) da Unicamp, sob a orientação do professor Marcos Eberlin.

Eberlin explica que a espectrometria de massas, antes considerada uma “técnica das elites”, vem se transformando em uma “técnica popular” graças a grandes e recentes avanços em instrumentação e ao desenvolvimento de técnicas revolucionárias de ionização. “Eliminamos etapas como de preparação de amostras e separação cromatográfica. Jesuí Visentainer criou uma fonte de ionização completa a um custo de dois dólares, quando o processo, normalmente, pede um equipamento de 25 mil dólares.”

O pedido de patente do dispositivo já foi depositado em fevereiro último, junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), conjuntamente por Unicamp e UEM. Para Marcos Erbelin, o equipamento é multiuso, servindo para analisar componentes de perfumes, fármacos, biodiesel, defensivos agrícolas. “E qualquer pessoa poderia usá-lo, depois de aprender a fazer a medição. A ideia é ver o dispositivo disseminado e não apenas em laboratórios de análises. Uma dona de casa poderia verificar se o tomate está contaminado, e o marido, se o vinho e a cerveja são de qualidade. Costumo brincar que a espectrometria de massas é um canivete suíço.”

Segundo o pesquisador da Unicamp, há uma tendência à miniaturização dos equipamentos e os trabalhos do seu grupo, dentro do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas, visam desenvolver técnicas aplicáveis ao dia a dia. Seguidor do lema “massa para as massas” e defensor do emprego da técnica “por todos, a todo tempo e em todo lugar”, Marcos Eberlin tem concedido palestras sobre “A espectrometria de massas do século 21: rápida, sensível, seletiva, fácil, universal e de baixo custo”. “A capa da Analyst foi um grande reconhecimento”, afirma.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O que podemos aprender com as start-ups de Israel?

Gmail - O que podemos aprender com as start-ups de Israel?

No próximo dia 23 de abril, será realizado no Insper o seminário “O que podemos aprender com as start-ups de Israel?”, com a presença de Saul Singer e outros convidados.  

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dilma visita MIT e assina convênio para criação de centro de inovação tecnológica no Brasil | Mundo | Notícias | Nota | D24am.com

Dilma visita MIT e assina convênio para criação de centro de inovação tecnológica no Brasil | Mundo | Notícias | Nota | D24am.com:

Um ato político com projeções muito promissoras e excelente oportunidade para nossa juventude. Vejo que este acordo traz grandes possibilidades no avanço tecnológico e inovação de alto nível como efeitos significativos para a economia brasileira.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Impressoras 3D deve estar em nossos lares logo logo

Lembro a primeira vez que tive contato com este tipo de máquina na Universidade conhecida por equipamento de prototipagem rápida, Naquele tempo a tecnologia que liderava o mercado era conhecida por estereolitografia. O conceito é a deposição de material em micro camadas. Ele constrói modelos tridimensionais a partir de polímeros líquidos sensíveis à luz, que se solidificam quando expostos à radiação ultravioleta (http://www.gorni.eng.br/protrap.html). As universidades no Brasil tinham muita vontade de ter uma, o preço em muitos casos era superior a US $ 250.000. Poucas conseguiram ter uma em seus labs. Atualmente estes equipamentos possuem vários tipos, tamanhos, preços (de US$20.000,00 a US$1,5 milhão) e tecnologias .Acredito que após o lançamento feito em 2006 por Hod Lipson, da Universidade de Cornell, que lançou o projeto Fab@Home (http://www.fabathome.org/?q=node/1) juntamente com o Evan Malone onde libera um projeto (opensource project) para que os indivíduos possa montar a sua impressora 3D em casa a um custo aproximado de U$ 2.500,00, novas propostas de valor estão sendo lançadas no mercado como é o caso de MakerBot. A proposta da MakerBot é que qualquer um possa adquirir uma por menos de U$ 1800,00.

Como vão as coisas em pouco tempo quando o custo unitário das peças cair toda pessoa comum poderá ter sua impressora 3D em casa. Espero que não copiem o modelo de negócio da HP, leve a máquina quase de graça, mas compre nossa tinta a preço de ouro. No caso do MakerBot este vende separado os rolos de PVA (matéria prima). Desculpem minha falha a tinta da HP não é vendida a preço de ouro, na realidade é muito mais cara do que ouro!.

Estes equipamentos os vejo em toda escola técnica ou de segundo grau. Um belo instrumento para incrementar a criatividade e inventividade da juventude, permitindo tocar fisicamente suas criações e aprender criatividade e mesmo empreendedorismo baseado em projetos. Pode seguir o magnífico caminho da lego e sua contribuição para o aprendizado ao criar o Lego Mindstorm / Robotics. Esperamos que um inovador disruptivo poderá torná-lo mais simples de usar e acessível a todos.

No futuro todos teremos estas máquinas que inicialmente parecem brinquedos ou coisa de pessoal curioso ou do inventor (lead users). Não se iludam este negócio está presente na maioria cenários de como será o futuro, onde as pessoas compram arquivos e fabricam suas coisas em casa.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

10º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio

Recebi esta notícia, uma boa oportunidade de conhecer a Alcoa Technical Center (EUA)


Últimas semanas para se inscrever no 10º Prêmio Alcoa

Estudantes dos cursos de nível superior em tecnologia, de graduação ou pós-graduação (lato sensu), e profissionais que atuam com desenvolvimento de projetos têm até 15 de março de 2012 para garantir a participação no 10º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. O concurso propõe a criação de soluções inovadoras feitas a partir do alumínio, um metal infinitamente reciclável. Em comemoração aos dez anos de existência do Prêmio, foi instituído o TROFÉU INOVAÇÃO DA DÉCADA. Concorrem a ele os mais de 1800 trabalhos vencedores das edições anteriores e desta edição, sem distinção de categoria e modalidade. O vencedor ganhará um troféu e uma viagem para a Alcoa Technical Center (EUA). As inscrições devem ser feitas pelo site: www.alcoa.com.br/premioalcoa.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Thinkers50

Thinkers50:

Clayton Christensen saiu na primeira fila. As suas teorias estão mostrando robustez desde o lançamento do seu livro o Dilema do Inovador. Parabéns Professor !

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Google Unveils 'Secret Lab' For Radical Ideas - Development - Open Source - Informationweek

Google Unveils 'Secret Lab' For Radical Ideas - Development - Open Source - Informationweek:

Google revela seu laboratório secreto onde inovações radicais estão nascendo. Existe muita coisa interessante amadurecendo no colo dos grandes da Google, fazendo possível a Visão de ser o gestor da informação do globo. Estas opções não negam a necessidade de estar junto com a torcida.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

MEC vai distribuir 600 mil tablets em escolas

MEC vai distribuir 600 mil tablets em escolas:

Inovar na educação é preciso com urgência! Não é comprando computadores para os alunos que vai resolver ou gerar inovação. É claro que precisamos + computadores / aluno, mas do que isso precisamo professores motivados e preparados, escolas com uma arquitetura adequada para o processo de ensino aprendizado no século 21. A maioria das escolas possuem modelos pedagógicos e arquiteturas ultrapassadas (de pelo menos dois séculos de atraso). É preciso modificações duras. O exemplo finlandês é o modelo que precisamos avaliar profundamente para rever o nosso sistema de educação. Os modelos asiáticos japonês e sua cópia o coreano, estão ficando para a história. Especialmente as crianças e jovens não são nada felizes com esse sistema paranoico de educação.
Aqui no Brasil temos praticas que mostram uma luz no túnel. A Escola Lumiar em SP promovida pela Fundação SEMCO de Ricardo Smler é um modelo de significativa contribuição, foi a unica (nível Brasil) que foi escolhida no mapeamento global de boas práticas em inovação realizada pela Microsoft/ Fundação Gates. Os Estados Unidos na sua procura por um novo modelo resvala nos sindicatos e no problema de estabilidade que se tornou o maior empecilho de avançar. Se aproxima ao caso brasileiro, se quiser mudar vai enfrentar os mesmos problemas.
As pesquisas da OECD e Mckinsey apontam que a educação e sua transformação é uma questão de pessoas, a chave está em professores (bem treinados e pagos á altura da tarefa), novos modelos pedagógicos e um bom e convincente sistema de atração de talentos. Os salários dos professores somente poderão mudar se mudar para um sistemas de remuneração baseado em competências. É o que está funcionando melhor. Na Finlândia, se você perguntar para uma turma de jovens inteligentes e motivados se gostariam de ser professores, aproximadamente 25% levantariam o braço de forma muito entusiasta.



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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Um Belo Exemplo de Inovação Disruptiva para a Base da Pirâmide


Disruptive Innovation--One Pair of Glasses at a Time | Inc.com:

Óculos auto ajustáveis (custo de U$ 20,00)

O Dr. Joshua Silver, físico atômico em Oxford, quebrou um tabu criado pelos óculos modernos de trazer a claridade e visão para aqueles que tem falta e poucos recursos. Dr. Silver é o inventor dos óculos auto-ajustáveis. O projeto é simples e brilhante. Duas lentes são separadas por uma pequena quantidade de gel de silicone que pode ser ajustado com uma seringa, a fim de corrigir a visão do portador com base em sua necessidade.


Dr. Silver um empreendedor social tem uma visão de mudar o mundo: 1 bilhão de óculos autoajustáveis até 2020. Está trabalhando na redução do custos, mas e vai precisar de um modelo de negócios para chegar ao patamar de poder fornecer na base da pirâmide que vive com menos de uma dólar por dia.


Aqueles que gostariam de ver a apresentação do Dr Silver no TED.